Aviação Executiva. Luxo ou Necessidade?
10/07/2007
Estamos evoluindo cada vez mais rápido. No mundo de hoje, tecnologia e informação são a chave dos negócios bem sucedidos. Mas, apesar de tudo, muitas vezes consideramos certos benefícios e avanços um luxo. Será este o modo certo de se ver?
Tudo começa com uma idéia, que deve ser bem estruturada para poder ser bem vendida. Então pergunto: Como vender uma idéia sem aquele contato pessoal, o cara a cara, aquele aperto de mão inicial? Muitos dizem que isso não importa, e sim o conteúdo da idéia. Mas o que observamos, apesar de toda a tecnologia, é que uma idéia é mais facilmente vendida quando se tem o contato pessoal. É uma necessidade do ser humano.
No final dos anos 60 nos EUA, em torno de 2000 empresas operavam suas próprias aeronaves. Desde então, o número de operadores de aeronaves executivas cresceu cerca de 5,5 vezes, enquanto as viagens executivas em linhas aéreas regulares cresceram sobre um fator menor que três vezes.
Hoje, nos EUA, mais de 10.000 empresas operam mais de 15.000 aeronaves executivas a turbina e outras tantas, operam aeronaves executivas a pistão ou utilizam vôos fretados.
Pesquisas realizadas pela NBAA (National Business Aviation Association)nos últimos anos mostraram que, em uma analise mais detalhada, minuto a minuto, a economia de tempo em certos casos chega a um mês por ano. Tempo normalmente perdido no trânsito ou nas esperas e atrasos nos check ins.
Um mês! Pense quanta coisa pode ser feita em um mês. Aumentar a produtividade, redução nos custos de estada. Ou apenas, melhorar o relacionamento familiar dos executivos. Seria isso um Luxo?
Tem mais, a confiabilidade no equipamento e sua operação, disponibilidade de horários, facilidade de desembaraço dos vôos, redução da fadiga do pós-viagem e o melhor rendimento do profissional em seu trabalho. Sem contar a redução no estresse referente aos cuidados com a bagagem, esperas, conexões e passageiros inconvenientes. Além de transmitir uma boa imagem da empresa.
Muitos dizem que os custos são muito altos e realmente são, se analisados friamente. Mas se forem considerados todos os custos e benefícios, a aviação executiva torna-se relativamente barata. Ou será que 10.000 empresários americanos são gastadores compulsivos?
Lembre-se do tempo em que as chamadas interurbanas eram "coisa pra quem pode", viajar de avião era "coisa de rico", uma semana ou duas para a entrega de uma carta eram considerados agilidade.
Nos tempos atuais, internet, e-mail, fax, SEDEX, vídeo conferência, palm tops, celulares, caixas eletrônicos, são a realidade. Não podemos mais viver sem eles. Os que continuam a usar as cartas estão atrás e não produzem tanto quanto os que já se automatizaram.
A aviação executiva funciona da mesma forma. Como uma ferramenta para as empresas que necessitam dela. Devem-se apenas estudar as possibilidades e a relação entre custo benefício, para obter melhores resultados. Ganha quem está na frente, quem chega primeiro, quem faz o melhor contato para vender sua idéia.
Em um mundo globalizado, onde a informação pode ir de um lado ao outro em questão de segundos, o contato pessoal torna-se, portanto, tão imprescindível. Podemos imaginar que no futuro a competição irá diminuir?
Fonte: Asas Brasil
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